Parklets – renovando e promovendo o uso de espaços públicos

   

Reinventando o espaço público, os Parklets surgiram como um meio de transformar a área de estacionamento de automóvel na via pública em um pequeno espaço de convivência, estar e lazer. Um indício de que nós, pessoas, perdemos para os veículos na cidade. Esse conceito nasceu em São Francisco, Estados Unidos, no ano de 2005 e após ser utilizado em diversas cidades norte-americanas, expandiu-se por outros países.

O Parklet ocupa a extensão da calçada que normalmente seria vaga para dois carros. Além do assento, podem possuir outros equipamentos como floreiras, mesas, guarda-sóis e bicicletas. Para a instalação desse projeto, qualquer pessoa pode ter a iniciativa, contudo, é necessário a permissão pelos órgãos competentes do município e arcar com os custos da construção e manutenção.

San Francisco (EUA)

No Brasil, o primeiro Parklet foi implantado em São Paulo pelo ativista Lincoln Paiva. Juntamente com o Instituto que dirige, o Mobilidade Verde, colocou em prática alguns projetos como a “Bicicloteca” e as “Vagas-vivas”. O “nome próprio” pode variar conforme a cidade, no Rio de Janeiro, por exemplo, foi implantado como “Paradas Cariocas”.

Em 2014 a prefeitura paulistana regulamentou um decreto específico, o de número 55.045. “É importante entender que um parklet é um espaço público aberto para todas as pessoas. Isso significa que ao fazer um parklet você estará contribuindo com uma cidade melhor e cooperando por uma cidade aberta ao convívio. É proibido vender ou fazer qualquer tipo de propaganda dentro de um parklet.” Comenta Lincoln Paiva.

Parada Carioca no Rio de Janeiro
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Kuggen: Arquitetura Colorida e Design Funcional

Situado em Gotemburgo, na Suécia, Kuggen é um incrível edifício sustentável de cinco andares que se destaca pelo formato e cores diferentes. Criação do famoso escritório de arquitetura Wingårdh Arkitektkontor, sua construção teve início em outubro de 2010 e foi concluída em março de 2011. O prédio abriga a sede da Universidade de Tecnologia de Chalmers e, no andar debaixo, um Parque de Ciência. Local de trabalho de mais de 21.000 funcionários e estudantes.

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Sua forma circular foi inspirada nos traços do Renascimento Italiano e na roda dentada que leva o seu nome. As cores são baseadas no degradê visto em uma única folha de árvore ao passar das estações. Possuindo seis diferentes tons de vermelho, que referem-se à pintura industrial que anteriormente estava associada aos cais e ao porto local, e dois tons de verdes, além de ter a presença do preto como se fosse uma tela secundária.

O edifício se expande 1.500 milímetros para o sul a cada andar, fornecendo sombra ao andar debaixo. As janelas triangulares beneficiam os escritórios dos quatro pisos acima do solo, facilitando a entrada da luz e mantendo a temperatura entre 22-26 Cº. Os andares de cima são de uso geral dos escritórios e possui apenas um elevador, tornando a escada, o principal meio de circulação vertical.

O Kuggen faz o uso da tecnologia sustentável em quatro níveis diferentes: possui um sistema de ventilação e iluminação ativados por movimento, aquecimento e refrigeração interativos, além de contar com painéis solares no telhado e uma iluminação natural eficaz. Isso significa que a energia é utilizada apenas quando é realmente necessário e o consumo fica bem abaixo do normal (menos de 55 kWh/m² por ano)

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